PONTE AÉREA RIO – SÃO PAULO COMPLETA 60 ANOS AINDA COMO “LATIFÚNDIO AÉREO”

PONTE AÉREA RIO – SÃO PAULO COMPLETA 60 ANOS AINDA COMO “LATIFÚNDIO AÉREO”

Ligação mais importante permanece como rota lucrativa e restrita a poucos competidores, como em grande parte da sua história

A última sexta-feira, 5 de Julho foi palco de comemoração e lembranças do aniversário de 60 anos da chamada ´´Ponte aérea´´ termo cunhado em 1959 pelas Companhias Aéreas Varig, Vasp e Cruzeiro do Sul após decidir em evitar a concorrência entre elas e oferecer voos entre o Rio de Janeiro e São Paulo em conjunto, como se fossem uma só empresa. Objetivo era enfrentar a agressividade da Real aerovias, então dominante no mercado nacional, Incluindo aí o trecho mais movimentado do país.

Apesar desse ´´Pool´´ (como também era chamado) ter acabado em 1998, ou seja, quase 30 anos depois, a concorrência na rota mais famosa do Brasil continua a viver uma reserva de mercado, espécie de latifúndio no ar ponto hoje apenas a gol e a latam entre Congonhas e Santos Dumont após o caso da Avianca, mas mesmo quando estava ativa, a companhia dos irmãos efromovich Detinha uma fatia de apenas 15% da rota.

100 novos concorrentes, as duas maiores empresas aéreas do país praticamente criaram uma ´´ponte aérea´´ informal dividindo quase pela metade a principal rota brasileira, que chegou a transportar quase 380 Passageiros em março, o bico de 2019 mesmo volume que foi transportado em todo o primeiro ano na ponte ponto sem os voos da Avianca, a oferta Caio em apenas r$ 337000 em maio no trecho, o último dado disponibilizado pela ANAC.

E pensar que a gol e ela ainda almejam ficar com boa parte dos Slots da Avianca em tese 50%, o que faria com que a Grosso modo, dominassem a ´´ponte aérea´´ com mais de 90% dos passageiros. Bem acima de suas participações no mercado doméstico, que em maio chegava a 67% tomadas em outras palavras, temos em um volume da ordem de 120.000 bilhetes vendidos por elas que tornaram-se um brinde governamental, já que a nik não altera a distribuição da Slots de Congonhas a bastante tempo a fim de refletir a realidade do mercado da aviação.

Concorrência para quê?

Vale lembrar que os voos entre São Paulo e Rio existem há bem mais tempo, desde 1936 ano de fundação do aeroporto de Congonhas. Foi a VASP que abriu o caminho aéreo entre duas cidades mais importantes do Brasil o que foi seguida por várias empresas nos anos posteriores e sem que houvesse algum privilégio para nenhuma delas.

É nesse contexto que devemos lamentar e não celebrar a história da ponte aérea. Se os mais saldo cistas vão se lembrar do tempo dos electros ou das facilidades de tomar o primeiro vôo disponível, fato é que se tratam de poucas virtudes para um fato grave, ausência de concorrência. Por uma combinação de aspectos, a rota mais importante da aviação brasileira quase sempre viveu de acordos e conveniências para poucos para assar dos passageiros.

Quando Valentim, Vasco e Cruzeiro resolveram se unir para combater a agressividade da real Silva como uma ideia inteligente Afinal a fornecer em suas forças no maior concorrente, elas conseguirão competir em melhores condições a 60 anos ponto no entanto a real, nascida em 1946, sucumbiu pouco depois da criação da ´´ponte aérea´´ e foi parar nas mãos da Varig

Ou seja, a maior concorrente acabou engolida por uma das sócias da ponte aérea, ampliando sua participação no mercado. Qual teria sido a decisão sensata para Vasco e o Cruzeiro? Tirar varin do acordo e seguir em juntas ou com outras empresas menores. Mas, ao contrário, sem uma companhia aérea atualmente como a real o caminho ficava livre para ser uma convivência pacífica, ainda mas quando a Panair e Sadia futura Transbrasil se associaram ao Pool em 1964. Em outras palavras acabando com qualquer tipo de concorrência.

´´Estatal privada´´

 seu acordo de cavalheiros já dominava a rota, a situação foi se tornando mais restrita quando os militares assumiram o governo e elegeram Varig como uma espécie de estatal sob controle privado. Por razões inexplicadas a companhia aérea Gaúcha passou a elogiar suas principais concorrentes, primeiro a Panair, em uma manobra até hoje polêmica, e nos anos 70 a Cruzeiro do Sul. Ou reflexo na ponte aérea veio na forma de uma divisão proporcional entre as empresas restantes a VASP e a Transbrasil, em que a Varig detinha a maior fatia da Receita e utilizava seus aviões Electra II com exclusividade no trecho desde 1975.

 

A DAC, antecessor da ANAC, vazia sua parte manter os privilégios das três ao proibir o ingresso de novas empresas na rota. Postura curiosa para um órgão regulador é que deveria assinar pela qualidade dos serviços mas que tomava atitudes suspeitas bem antes como nos bastidores da criação da ponte aérea, ao escondê-la da real, segundo Conta Gian Franco beit em matéria publicada pela revista Flap internacional em 2006.

No ano seguinte, o governo federal resolveu lançar ou citar, sistema de transporte aéreo Regional, indicativa para manter os aviões de passageiros Voando para destinos com pouca demanda e que estavam sendo abandonados pelas grandes empresas sim a mesma que ele define na lucrativa ponte aérea ponto mas, Claro, ao permitir o nascimento de cinco novas empresas aéreas condicionou isso as associações com Varig (Rio Sul), VASP ( TAM) em transporte Brasil (Nordeste) e delimitou suas áreas de atuação para evitar concorrência, Afinal elas recebiam subsídios para voar em rotas deficitárias.

Mas sem saber o governo estava justamente plantando a semente da volta da concorrência na ponte ponto em 1986, o assunto Comandante Rolim Amaro, presidente da, TAM convenceu o governo Sarney a permitir que as regionais crescer sem os VDC voos direto ao centro  -, aproveitando a ociosidade de Congonhas e Santos Dumont após a implantação dos Aéreos de Guarulhos e galeão. Mas o caminho entre Rio de Janeiro e São Paulo seguiu proibido para os novos ´´sócios´´.

A restrição durou até 1989 quando Rolling enfim quebrou o Monopólio das três companhias nacionais ao lançar o serviço primeira classe. Realizado com turbo-hélice Fokker F-27, os voos eram mais demoradas que os dos velozes Ela aqui traz, mas compensam pelo serviço de bordo, reserva de assento e outras cidades que a TAM oferece para compensar suas desvantagens.

Apesar disso, não era fácil encontrar clientes para o voo e até usava e Expedito material ao colocar dois antigos esses funcionários da ponte aérea para literalmente caçar passageiros saguão de Congonhas. Mas todo mundo no início dos anos 90 a companhia aérea introduziu o jato Fokker-100 no trecho, na mesma época em que Electra finalmente era substituídos pelos 737 e 300 e que também encerraram o onipresença da logomarca da Varig nós dois aeroportos

Foi a volta de algo que não se havia na rota Rio São Paulo há décadas, companhias aéreas disputando passageiros com diferenciais. Ao serem exportados a uma competição no entanto, as três grandes perderem a soberba e não demorou para que o Pou sucumbisse em 1998. No ano seguinte, dava mais um golpe nas velhas concorrentes ao introduzir o Airbus A319 na ponte aérea mais espaçoso e moderno que os 737 da época.

Saudável competição voltou a existir e o mesmo a então no tava Gol pode ir estrear de cara na rota Rio São Paulo em 2002, empregando seus 96 Boeing 737-NG nada mais Preparadas para enfrentar os Airbus da TAM.

Slots que que valem ouro mesmo sem existir nos moldes da sua criação Um, a denominação ponte aérea permaneceu ligada aos voos entre as duas cidades, até mesmo quando suas criaturas falharam Na década passada. O cenário era positivo mesmo condomínio da TAM Por que Congonhas passava por uma expansão nunca Vista em seus voos. Até que em 2017 acidente com a320 da TAM acordou às autoridades para o absurdo de permitir tantos voos em um aeroporto em traçado na maior cidade do país.

Surgiram Então os slides, autorização de operação que limitaram o uso de aeroporto e, de quebra reduziram a concorrência. Como Congonhas continuar assim uma espécie de estação de trem para aviões, Ou seja é próximo e prático para seus usuários, vivemos nesse dilema desde então sem poder ampliar os voos, resta que os passageiros saem pelo espaço reduzido.

Se não existir um pouco formalizado, latam de marcaram seu território nos dois aeroportos e, Claro não admitem compartilhá-lo com outras companhias sobretudo Azul, a casula das grandes companhias aéreas que almejam quebrar esse duopólio há bastante tempo.

Seja como a ANAC distribuirá os Slots da Avianca, uma coisa que não mudará. A rota Rio São Paulo, enquanto depender de dois aeroportos centrais como Congonhas e Santos Dumont, Continuará sendo um território em que o passageiro estará no fim da fila das prioridades assim como ocorria nos tempos gloriosos da ponte aérea.